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Por profissão

Como advogados podem usar um site para gerar mais indicações

Na advocacia, a indicação continua sendo o principal caminho até o cliente. Veja como um site fortalece esse caminho respeitando as regras da OAB.

5 min de leitura

Profissional de terno conversando com uma cliente em seu escritório

Na advocacia, a indicação continua sendo o principal caminho até o cliente. Alguém resolveu um problema com você e comenta com um amigo. Um contador parceiro recomenda seu nome a um empresário. Um colega de outra área encaminha um caso que não é da especialidade dele.

O site não substitui nada disso. O que ele faz é fortalecer cada uma dessas indicações, para que mais delas terminem em uma consulta de verdade. E, por causa das regras da OAB, fazer isso de forma informativa, e não comercial, é justamente o caminho que funciona melhor.

O cliente indicado pesquisa o seu nome

Mesmo com a recomendação de alguém de confiança, quase todo cliente pesquisa o advogado antes de ligar. Ele quer confirmar que você atua na área do problema dele, entender quem você é e ter uma ideia de como funciona o atendimento.

Se ele encontra um site claro, com sua trajetória, suas áreas de atuação e uma forma simples de agendar, a indicação ganha força. Se encontra só um perfil desatualizado, ou nada, a confiança que veio da indicação começa a enfraquecer. Às vezes o suficiente para ele "pesquisar mais um pouco" e acabar em outro escritório.

Um link que facilita a vida de quem indica

Quem indica também precisa de ajuda. Pense no cliente satisfeito que quer recomendar você a um conhecido. Sem site, ele manda seu número e tenta explicar de cabeça o que você faz, provavelmente de forma incompleta.

Com site, ele manda um link. A pessoa indicada lê com calma, na hora que puder, e chega até você já sabendo o essencial. Uma indicação que chega assim chega mais preparada.

Áreas de atuação que ajudam a indicar certo

"Advocacia em geral" é difícil de indicar. As pessoas lembram de você para aquilo que conseguem associar ao seu nome. Se o site deixa claro que você atua com direito imobiliário, direito do trabalho para empresas ou planejamento sucessório, fica mais fácil para os outros lembrarem de você na hora certa.

Para cada área de atuação, vale ter uma página ou seção que explique:

  • Que tipo de situação você atende naquela área
  • Para quem é, seja pessoa física, empresa ou os dois
  • Como costuma ser o primeiro atendimento
  • Que documentos a pessoa pode separar antes da conversa

Isso ajuda quem indica, ajuda quem foi indicado e ainda ajuda o site a aparecer quando alguém pesquisa por aquele assunto.

As pessoas indicam o que conseguem explicar. Um site claro ensina seus clientes a falar de você.

Conteúdo que circula e volta como indicação

Artigos que explicam dúvidas jurídicas comuns, em linguagem simples, são um dos recursos mais valiosos para advogados, e são permitidos quando têm caráter informativo. "O que fazer quando o imóvel vai a leilão", "Como funciona o inventário em cartório", "Quais verbas recebo na demissão sem justa causa".

Esses textos cumprem dois papéis. Aparecem para quem pesquisa o assunto no Google. E circulam: um cliente manda o artigo para um parente que está passando por aquilo, e o seu nome vai junto. É uma indicação que acontece sem você estar na conversa.

Os parceiros que encaminham casos

Contadores, corretores de imóveis, consultores e advogados de outras áreas encaminham casos com frequência. Para eles, indicar alguém é emprestar a própria reputação. Antes de recomendar, querem ter segurança de que você vai tratar bem o cliente deles.

Um site bem estruturado passa essa segurança. Mostra seriedade, especialização e uma forma organizada de atender. É o tipo de coisa que faz um parceiro lembrar de você primeiro.

O que as regras da OAB pedem

A publicidade na advocacia é regulada pelo Código de Ética e Disciplina e pelo Provimento 205/2021 da OAB. As normas mudam de tempos em tempos, então vale revisar o site com elas em mãos, ou com a ajuda de quem conhece bem o assunto. Em linhas gerais, o espírito é este:

  • Caráter informativo. O site apresenta o escritório e explica temas jurídicos; não "vende" serviços.
  • Sobriedade. Nada de ostentação, sensacionalismo ou linguagem de propaganda.
  • Sem promessa de resultado e sem nada que soe como captação de clientes.
  • Cuidado com o que é típico de outras áreas. Listas de clientes e de casos, comuns em sites de outros segmentos, são vedadas na advocacia. Depoimentos e menções a valores também pedem atenção às regras.

A boa notícia é que esse tom sóbrio combina com o que o cliente busca num advogado: segurança, clareza e seriedade. Um site que informa bem já é, por si só, o melhor argumento.

Por onde começar

Uma estrutura enxuta costuma bastar no início: quem é você, suas áreas de atuação explicadas com clareza, como funciona o atendimento e um caminho simples para agendar uma conversa. A partir daí, os artigos vão ampliando o alcance aos poucos.

O objetivo não é substituir a indicação, que continua sendo o coração da advocacia. É fazer com que cada indicação chegue até você mais forte.

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