Autoridade e confiança
Quanto custa não ter um site profissional? O custo de parecer amador
Ficar sem site parece economia, mas o custo existe: clientes que desistem em silêncio, preço pressionado e dependência de indicação. Veja onde ele aparece.
Quem adia o site costuma fazer uma conta simples: "hoje eu não gasto nada com isso". A conta parece certa porque o custo de não ter site não aparece em boleto nenhum. Ele aparece em outro lugar, espalhado, e por isso quase ninguém soma.
Vale fazer esse exercício com calma, porque o prejuízo raramente é um grande evento. É uma soma de pequenas perdas que acontecem toda semana sem fazer barulho.
Neste post
Os clientes que desistem antes de chamar
Esse é o custo mais caro e o mais difícil de enxergar. Alguém ouviu falar de você, pesquisou seu nome, não encontrou nada que explicasse o seu trabalho e foi olhar a próxima opção.
Você não recebe mensagem, não vê o perfil dessa pessoa, não fica sabendo que ela existiu. No fim do mês, o movimento parece normal. Só que "normal" já é o resultado depois dessas perdas.
Pense no tipo de cliente que mais pesquisa antes de chamar: quem vai gastar mais, quem está resolvendo um problema sério, quem precisa justificar a escolha para um sócio. Ou seja, justamente os contratos que mais valem a pena.
O desconto que você concede sem perceber
Existe um segundo custo, mais sutil. Quem chega até você sem ter encontrado nada que comprove sua experiência chega com a guarda alta. E cliente desconfiado negocia mais.
Ele compara você com o concorrente que tem site, portfólio e depoimentos, e conclui que você é a opção "menor". A partir daí, a conversa tende a girar em torno de preço, não de valor.
Parecer menor do que você é custa caro, porque o cliente ajusta a proposta que acha justa à imagem que formou de você.
Quando a pessoa já leu como você trabalha, viu projetos parecidos com o dela e entendeu o que está incluso, a conversa começa em outro patamar. O preço deixa de ser o primeiro assunto.
A dependência de indicação e de algoritmo
Muitos negócios de serviço vivem de indicação, e isso é ótimo. O problema é quando é o único caminho. Indicação oscila: tem mês que chove, tem mês que seca, e você não controla nenhum dos dois.
Com as redes sociais acontece algo parecido. O alcance muda sem aviso, e um mês de posts que não entregam vira um mês de agenda vazia.
Um site não substitui nenhum dos dois canais, mas cria um terceiro que trabalha de forma estável. Ele aparece quando alguém pesquisa pelo seu serviço, recebe quem veio da indicação e segura quem veio da rede social. É menos dependência de fatores que você não controla.
As horas gastas explicando o básico
Some o tempo que você passa por semana respondendo as mesmas perguntas: como funciona, quanto tempo leva, o que está incluso, se atende a região, quais as formas de pagamento.
Agora imagine esse tempo multiplicado por um ano. Parte dele era inevitável, porque sempre haverá conversa. Mas uma boa parte existia só porque a informação não estava escrita em lugar nenhum.
E tem um custo escondido nessas conversas: você explica tudo para alguém que, no fim, nem tinha orçamento ou perfil para contratar. Com as informações públicas, quem chega até você já passou por um primeiro filtro.
E quando o site existe, mas parece amador?
Aqui entra a parte do título. Ter um site feito às pressas, desatualizado ou confuso também tem custo, e às vezes é maior que o de não ter nada.
Alguns sinais que passam essa impressão:
- Textos genéricos, que serviriam para qualquer empresa do ramo
- Informações antigas, como um serviço que você não oferece mais ou um endereço desatualizado
- Página que quebra no celular, com texto miúdo e botões difíceis de tocar
- Nenhuma foto real, só imagens de banco que o visitante já viu em outros lugares
- Contato difícil de achar, escondido no rodapé
Para quem está avaliando, um site assim diz "esse negócio não cuida dos detalhes". E essa é exatamente a dúvida que a pessoa queria tirar antes de contratar.
Como fazer essa conta no seu negócio
Não existe um número universal, mas dá para estimar o seu. Responda três perguntas:
- Quanto vale um cliente para você? Não o valor de um serviço isolado, mas o que ele costuma gerar ao longo do tempo, contando retorno e indicações.
- Quantos clientes a mais por mês um site bem feito precisaria trazer ou segurar para se pagar? Na maioria dos serviços, a resposta é um número pequeno.
- Quanto tempo por semana você gasta respondendo o básico? Coloque um valor nessa hora.
Um exemplo hipotético: se um cliente vale R$ 3.000 para você ao longo de um ano, um único contrato a mais por trimestre já muda bastante a conta. Troque pelos seus números e veja onde chega.
Do outro lado dessa conta está o investimento no site. Explicamos o que define esse valor em quanto custa um site profissional. E se você ainda tem dúvida se já está perdendo clientes, vale ler os sete sinais de que isso está acontecendo.
O ponto não é que todo negócio precisa de um site enorme. É que "não gastar nada" quase nunca é o que parece.